Nome:Gabriel de Souza Riva Gargiulo

Idade:18

Apelidos e nicks:Biscoitão, Gabriel`Riva, bolinha, riva, biel, entre outros. . .

E-mail:GabrielRiva@gmail.com

MSN:gabrielriva_nikiti@hotmail.com

Segunda-feira, Julho 02, 2007

Tinha feito um texto pra por aqui antes das poesias mas, como sempre, acabei perdendo ele por ter escrito direto aqui...vão, então, só as poesias, o texto vindo no próximo post.

Duas poesias sem título como prelúdio a uma nova fase da vida

I

Me surpreendo,entre terças e quintas feiras, que nesta igualdade
diária o sangue ainda me suba às veias o suficiente.
Ah verso, pesso que disfarce! Ocupa a mente dela,
para que não veja o rubor em minha face,
A vergonha ante suas palavras, tão intimas e belas.

II

Pela janela brilhava, uma nova estrela(ou lua ou planeta, cometa) sozinha,
que na noite quente e escura dizia:
"esse é seu lugar por hora,
e aqui mesmo devia estar neste instante,
mas que fique certo que num amanhã,
por mais distante,
sua casa terá outra janela,
outro gosto guardará do beijo,
enquanto em seus braços,
dormirá outra bela.

Mas agora, vá, e é esta
que pela manhã, num sincero sorriso,
a tua boca espera."

Gabriel Riva

11:21 AM

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Domingo, Junho 17, 2007

Sei lá, posto sobre fortes influências do que fiz no dia. A poesia que vou por nem de perto é boa, mas vou pô-la por, no momento, ser adequada ao meu estado de espírito. Não quero falar muito, tenho evitado falar e pensar em muita coisa...vai ai uma poesia minha e um trecho do sensacional "Pasárgada" do Bandeira, o trecho que agora me cabe.

Pra não mencionar o nariz sangrando

Não é que viver seja triste,
mas é que voltar do bar de poucas cervejas, sozinho, a pé, numa rua deserta,
sob a chuva, fina e fria, e o vento cortante,
pensando em todas as decisões que foram enfrentadas quando ainda se achava muito mais fácil ser criança,
nos faz considerar carinhosamente novas possibilidades.

Gabriel Riva
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"E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
¿ Lá sou amigo do rei ¿
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada"
Manuel Bandeira

2:19 AM

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Domingo, Junho 10, 2007

Vou tentar voltar a assiduidade...olho o celular e acho coisas perdidas à muito tempo, olho com um olhar de terceiro, não me identificando a elas. Esses versos não parecem meus. E assim que é bom, acho que eles em breve serão vistos aqui...por enquanto, vou por aqui um soneto que fiz a pouco tempo...meio mal-do-século...mas não seria grande parte dos pensamentos assim também?

Soneto De Um Dia Qualquer

Que me acompanhes nesta funesta dança!
Onde em pele, em alma, meu cinismo avança,
Em que se vive sem um maior afeto
Em que se morre sem um pós-morte certo

Ah Bandeira, dói viver sem esperança!
Dói ver as futilidades em que me meto
pra acalmar a mente...mas que a alma cansa.
Se pra morte é cedo, tarde é pro soneto.

Assim em vão eu vivo, à buscar amores...
Talvez por não me amar o suficiente,
Talvez por medo de decidir sozinho.

Cada vez me apego mais as minhas dores
As que sinto, e as que minha vida mente
Mas pra ter algo que eu realmente estimo...

Gabriel Riva

7:46 PM

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Domingo, Abril 29, 2007

Não atualizo o blog a muito tempo...hoje, atualizo, por um motivo especial. Alguém especial, que aos poucos já deixava, se foi. Sua mente à muito não era a mesma. Suas lembranças, vontades, e hobbys foram simplificando...até não existirem. Pra ele, eu não era seu neto. Tenho muita raiva dessa doença, não sei o que é de alguém sem sua mente, e esta é a pior morte que alguém pode ter, por Alzheimer. Mas, com o tempo, percebi que o que importa, não é se ele sabe ou não. O que importa é o que eu sei, e sei que enquanto ele esteve aqui, ele sabendo ou não quem eu era, eu o visitei, beijei, abracei. Vai Nilton, seus mares já são outros, sua guerra já é paz. Irene boa, Irene preta, receba bem meu avô, porque ele merece ser assim recebido. Henrique, deixe minha guarda um poco, e vá receber esse que tanto te amou...

Avô no céu

São Pedro, bonachão, abre as portas:
-Entra Nilton, bota um sorriso nessa cara. Lá embaixo,
choram,escrevem e sorriem por ti. Quem?Ah. não te esquentas.

Passa por essa porta homem, e lembra daqueles
que, certo, nunca hão de te esquecer.

Gabriel Riva

6:12 PM

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Quinta-feira, Outubro 26, 2006

Estou, fina e realmente, organizando um livro. "Poemas que ainda não se lê no escuro", inspirado em Chacal que, dizem " sonha em fazer um livro com páginas iluminadas para se ler no escuro.". Aqui vai um poema que deve entrar nele

I
Concreto no céu
Mendigos na rua
tristezas do dia-a-dia

II
Embaixo da ponte
queria só ver
O que diz o gentileza

III
Adeu pra quem fica
Quero fugir dessa vida
a lá Tarantino

Gabriel Riva

10:31 AM

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Quarta-feira, Outubro 11, 2006

"Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei que a guerra será com paus e pedras."(mais ou menos assim) A. Aisntein

Vai um poema meio estranho, baseado em "A torre Negra"(sempre sendo citado), mas contextualizado e sobre algo bem atual....sobre ameaça de mísseis atômicos, sobre profecias de um brasileiro sobre a copa, as eleições e o fim do mundo...sobre desastre(não tão) naturais. Sobre o mundo seguir adiante


O mundo seguiu adianta, vê se a loucura nos olhos juvenis,
A esperança perdida nos olhares das mulheres,
Umas se tornaram homicidas, outras tentaram o suicídio.
O mundo seguiu adiante, posso ver nas lágrimas dos velhos,
Que choram por serem velhos, e na daqueles que choram
Por preferirem morrer jovens.
O mundo seguiu adiante, vejo na mente, já sem nada, dos homens
Pais de família que estupram suas filhas,
Que fogem de suas casas, que deixam suas vidas...
Alguns já nem mais vivem.

Oh Deus, como deixou o mundo seguir assim adiante?
Jovens de cabeça vazia, de coração vazio,
Ninguém se importa com os 19 mendigos na rua
Ninguém se importa com os irritantes sons urbanos
Do choro, da bala, da morte, do trilho. Insanidade.

Será a vida só um Show de Truman? Ah um Big Brother a controlar-nos
Desde 1964? Uma ditadura do bem estar, só para poucos,
Uma ditadura do ¿é assim que é¿ para muitos....
E assim foi desde sempre, em todas as províncias,
E por isso eles vêem a novela diária, para esquecer o jornal diário
Que os lembram a diária jornada que pegam para poderem viver,
De esmolas(chama-se:salário mínimo), de insanidade temporárias, também diárias.

O mundo seguiu adiante, e quem quer que seja, só parece se divertir
Ao ver a guerra a se armar, escolham seu lados, lancem seus dados,
E vença quem tiver o maior trunfo.
O mundo seguiu adiante, mais serei eu, falso poeta, na minha quase-vida
Que terei que impedir? Não, a coesão já foi perdida....
Só sobraram os zoófilos, os masoquistas, o látex
Jesus Cristo é o Senhor....
O mundo seguiu adiante, mas os anjos do apocalipse
Dormiram vendo o filme de terceira na televisão.

Gabriel Riva

12:06 AM

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Quarta-feira, Setembro 27, 2006

"Gimme something to die for" - Dirty Pretty Things(Gin and Milk)

Tédio. Porque meu maior desejo tem sido todo dia cama? Hibernar por esse outono-inverno,me acordem quando setembro, outubro novembro acabarem...tenho poemas novos, mas não animo para posta-los. Tenho amigos novos, mas não animo para os conquistar....tenho um novo curso, mas como fazer direto se tudo que quero é incerto? Esses jogos de palavras que marcam a minha vida, estúpida mania de procurar uma obra prima...estúpida preguiça, nem rascunho dos textos eu faço, jogo direto no blog ou no armário. Não espero que ninguém entre, mas pros que o fizerem, um abraço.

Gabriel Riva

11:48 PM

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Terça-feira, Agosto 29, 2006

Começo uma nova parte da minha vida. Faculdade, professores matando aula, novos colegas, não sei se amigos...um novo mundo que aos poucos estou descobrindo, que me muda aos poucos, sabe se lá pra que direção.
Recomeço uma porém nova parte da minha vida. Reecontro o amor, volto a viver aquilo que talvez nunca tivesse que deixar de viver...mas deixei. Um recomeço que no entanto também me muda, como mudou já antes, e como sempre mudará. E esse sei que será só pra melhor ;). Vai uma poesia melosa e feia feita agora, mas não atualizava a muito tempo...

?

Joguei todos os verbos que passei,
Escrevi todas as mesmices que outro dia lhe fiz
Recriei todas as métricas que só mostrei a ti....
E apaguei, e reli, e desisti...

Porque só um papel manchado,
De lágrimas e de borracha,
Só um grafiti forte, que deixa sombras e marcas
Só uma poesia muitas vezes rasuradas,
Pra descrever esse nosso amor indeciso...
Esse nosso amor marginal, quase bandido.

Que tinha tudo pra dar errado, mas não deu.

Gabriel Riva

11:50 PM

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Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Todo mundo deve ter uma Torre Negra. Torre Negra é aquele algo quase inatingível, que te leva por uma série de objetivos, uma série de caminhos e feitos, bons e ruins. Esse símbolo, tirado de um livro que também é uma grande encenação da vida:um pistoleiro, tendo que lidar com os seus sentimentos, e muitas vezes fazendo a escolha errada, mas sempre em nome da Torre Negra, até descobrir algumas poucas coisas mais importantes...amor, amizade.
Todo mundo deve ter sua Torre Negra. Aquele seu objetivo quase impossível, pelo qual faria quase tudo. No monento, encontro-me em busca da minha Torre. Esse poema abaixo não tem nada a ver com o texto ;).

Lições pra dois à um

I - Fidelidade é a um sentimento,
antes mesmo que a um parceiro.
Enquanto lhe fizer bem, deve-se a ele compromisso,
Mesmo que estando sozinho.
Uma relação sem paixão e amor,
Já deixou de ser uma relação a muito tempo.

II - Já dizia alguém ao meu pai,
Namoro é passarinho em mão aberta,
Se tiver que voar, que voe,
Só deve pousar quando lhe convém,
Só deve dura enquanto for melhor.

Gabriel Riva

12:48 PM

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Domingo, Agosto 13, 2006

Brigado aos milhares de visitantes hehe. Um feliz dia dos pais pros seus genitores. Uma poesia que acabei de fazer....

Poesia de Pseudo-conformação

Tinha que ser assim, não havia outro caminho, vai por mim
Nesse mundo que nós criamos, em que amor era solução,
Nesse mundo em que nos fechamos, você me tinha do jeito que quis,
Eu era tudo que gostava; você era do jeito que eu fiz,
era tanto que eu amava...era tanto que eu sonhava.

Deve ser por isso que depois só de um mês
Vejo o que diz, e acho que tudo que eras se desfez
E acho tudo que vivemos irreal... um amor perfeito
Um amor que não tem mais volta, que não tem mais jeito.

Ou assim grito pra mim mesmo,
Quando em dor arfo o peito,
quando vejo tanta coisa que não é você,
quando vejo,o que é, sem poder te ter.


É assim, e não tem volta, cada um prum canto
As pontadas do passado não geram mas os prantos
Temos todo o tempo na noite longa, no dia mais ainda;
Temos tanto medo...mas o que queremos? O velho amor? Ou uma nova carícia...

Gabriel Riva

11:35 AM

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Sábado, Agosto 05, 2006

"Se for o Ka, a coisa virá como um vento, como um ciclone." -Pat Delgado( A torre Negra IV - Mago e Vidro)
"Você me conheceu numa época muito estranha da minha vida." - Clube da Luta

Aqui vão duas poesias. Uma de um passado que espero, tenha entrado na memória. Uma feita hoje. Retomando as velhos métricas, reaprendendo a aprender(metodologia I da metodologia? Nada a ver...). E me desculpem todos, como já disseram por mim, eu estava numa época muito estranha da minha vida...

Puzzle

Olho minhas roupas, olho esses versos,
Toda a minha angústia refletida
no teto, no branco deste caderno,
Minhas dúvidas,inda sem resposta
E os porquês, não acho na memória

Vida, morte, severa poesia,
Amor, carinho, um ente da família
ser doutor, ter dinheiro, ser alguém
Carpe Diem, Deus, fazer o bem
Deus...viver, só pensar em ser feliz

Queria não precisar de um porquê
Seria esse... um jeito de viver?
Talvez fé, seja mesmo a salvação

Morrer... mas por não ter nada pra ser?
Vida... esse poema mal-cruzado,
Pra ter-se dez, não tem mais solução...

Gabriel Riva
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Poema em 2 Hai-kais

I
Por que discutimos
Nossos problemas a noite?
Ah...A noite é tão fria

II
De dia tudo é
Mais bonito, nada da
Errado de dia...

Gabriel Riva

3:09 PM

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Segunda-feira, Julho 31, 2006

Em uma mesa de bar, um homem confessava suas dores a seus amigos e a quem quisesse ouvir.

-Amigos, ouvi-me! Não sabem a dor que é, não ter pra quem ligar quando se acorda.
E nem um porquê quando se levanta! - e assim, seu copo voa em sua boca, e logo depois é batido na mesa, seguido dos de seus companheiros.
- Camaradas, não digo que não é bom estar aqui convosco.Mas sem meu amor o que sobrou de mim?
Uma carcaça, um último bêbado a sair do bar?
Por isso, ouçam meu brado, amigos. Não sabem o que é não ter nada ao acordar! - e outra rodada assim é bebida.

Mas, antes que se começasse a terceira, desta sequência já precedida por muitas,
antes que continuasse a gritar esclereosadamente pelo seu já findo coração,
pela sua hemorrágica dor ou pela sua epilética vida, alguém grita de uma mesa ao lado.

-Amigo, ouvi-me também! Não faço pouco de suas palavras,
nem de seu sentimento. Confesso, sua dor é nobre. E não pode existir algo pior
que não ter nada ao acordar, nem alguém para ligar. Agora,
não precisar acordar, ah.... não precisar acordar, é bom para caralho!
- E tenha dito! -seguiu-se o grito, de mesa em mesa.
Gabriel Riva
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Texto feito agora, no próprio post, não tendo passado nem por um txt.... um dia eu ajeito ele. Sem muitos porquês. Veio a mente, eu fui digitando. Menção honrosa a Behind, e tenha dito!

12:19 AM

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Quinta-feira, Julho 20, 2006

Acho que a poesia fala por tudo.

Cansei.
Cansei de viver em busca de um porquê,
e de me arrepender dos momentos de ócio,
de achar que tudo tem que ter uma consequência
e de que toda rua tem que ter saída.

Quero agora viver mais o nada,
o non sense do dia-a-dia vagabundo,
vagando por todos lugares, dormindo por necessidade
e não por obrigação.

Ademais, o que tiver que vir, venha
O que tiver que mudar, mude
E quem quiser chegar, chegue.
Mas nada propositalmente.

Gabriel Riva

4:18 PM

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Quinta-feira, Julho 13, 2006

"I just don´t know what to do with myself"

Vão algumas poesias ai que fiz ultimamente, não muito trabalhadas, feitas em poucos minutos...Comente quem quiser

Na rua, todo mundo parece meu cúmplice
Vejo rostos doentes e caras tristes,
a confusão do outro lado da rua
como a abrandar esse meu tratamento,
pra largar o vício do amor
pra largar a necessidade do carinho,
pra verter em cinzas, o que era fogo
e acreditava-se nunca apagar.

Gabriel Riva
-----------------------------------------
Aconteceu, e acho que não tem mais volta.
Você já saia nas fotos sozinhas,
Era sempre você que vinha,
Sem nunca precisar, que eu fosse...

Aconteceu, e acho que foi o melhor
Não precisava de minha companhia,
Se irritava com as minhas manias,
Com suas amigas, ser feliz sabia.

Aconteceu, foi melhor pra mim...
Me irritava com sua independência,
Não sabia até onde ia sua inocência
quando dizia seus sentimentos pra mim...

Gabriel Riva
---------------------------------------------------------
Porque você me deixa assim?
Sem palavra para dizer,
Sem beijos para sentir,
Sem cíumes pra controlar,

Porque você me deixa assim?
Sem quase nada, só com duas coisas...
Com a saudade do que acredito não ter volta
E com a dúvida de se voltasse.

Gabriel Riva

4:49 PM

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Terça-feira, Julho 11, 2006

"Confesso minha dor, e era tão real, que eu só fazia fantasia"

Sem muitos comentários, só a letra de uma música do Chico Buarque muito linda.

Leve

Não me leve a mal
Me leve à toa pela última vez
A um quiosque, ao planetário
Ao cais do porto, ao paço

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense como eu vim de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leve

Não me leve a mal
Me leve apenas para andar por aí
Na lagoa, no cemitério
Na areia, no mormaço

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense como eu vim de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leve

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

Chico Buarque

12:53 PM

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